sábado, setembro 4

 O que um tinha, o outro possuia. O que um não tinha, o outro não queria. Havia necessidade - eram um enquanto pudessem ser dois. Existia certa harmonia em suas desavenças, um fio invisível que eles juravam ser indestrutivel. 
 E era.
 Eles eram complementos. Eram os traços um do outro, o outro do um. Verossimilhantes. Cheios de meias-verdades, meias-respostas, meios-sorrisos, meios-defeitos, meias-perfeições.
 Porém, o mais importante: o que um sentia o outro respondia. 


(Autor Desconhecido)

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